sexta-feira, 6 de maio de 2022

Polícia Civil prende mãe que matou filho de 5 anos com veneno

 

Após tomar conhecimento da morte de Romério Sampaio Vaz, de apenas 5 anos, no domingo (1º), no município de Ibiquera, policiais da 12ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Itaberaba empreenderam diversas diligências, localizando a mãe do menino que confessou ter envenenado a criança porque ele era autista, mexia nas panelas e desarrumava a casa. Ela e mais duas mulheres foram presas em flagrante, na quinta-feira (5). 

“Quando chegamos na residência da genitora, questionamos onde a criança estava, a mãe primeiramente disse que o filho estava viajando, posteriormente acabou confessando que a criança havia sido morta por ela com chumbinho e depois enterrada na zona rural do município de Ibiquera, cinco quilômetros de distância da cidade”, disse o coordenador da 12ª Coorpin, delegado Geraldo Adolfo. 

O corpo da criança foi encontrada numa cova rasa, em local de difícil acesso no município de Ibiquera. “Em depoimento, a mãe alegou que havia colocado chumbinho na água e na comida da criança, no sábado (30), e que no dia seguinte, por volta das 7h, teria encontrado o filho morto, e assim resolveu levá-lo para enterrar. A mãe alegou que resolveu matar o filho porque ele era autista, mexia nas panelas e desarrumava a casa”, disse o delegado. 

As três mulheres, de 31, 39 e 59 anos, foram autuadas em flagrante, na Delegacia Territorial de Itaberaba, pelo crime de destruição, subtração ou ocultação de cadáver, e a mãe também responderá por homicídio. O avô da criança, que também ajudou a enterrar o corpo, segue sendo procurado. As três estão custodiadas, à disposição da Justiça. 

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Contratos com duas empresas da iniciativa privada devem ser enviados pelo Executivo à Câmara de Feira

 

O prefeito Colbert Martins, o secretário Municipal de Administração, José Marcondes, e da Fazenda, Expedito Eloy, terão que encaminhar à Câmara Municipal de Feira de Santana, os contratos com as empresas DNA Serviços & Gestão EIRELI e Jotagê Engenharia Comércio e Incorporações Ltda. A demanda está prevista, respectivamente, nos requerimentos 147/2022 e 148/2022, aprovados na sessão desta quarta-feira (04), realizada pela Casa da Cidadania.

As propostas, de autoria do presidente do Legislativo feirense, vereador Fernando Torres (PSD), pedem informações acerca do processo administrativo que envolve pagamento, aditivos e relatório de todos os desembolsos do Município de Feira de Santana em favor destas empresas nos últimos anos. Dados estes já solicitados anteriormente em requerimentos aprovados na Câmara Municipal e que não foram apresentados  "por algum receio oculto". 

No caso do contrato com a DNA Serviços & Gestão EIRELI, o Executivo feirense tem até dez dias úteis para enviar a documentação solicitada. Já o contrato e demais informações solicitadas sobre a empresa Jotagê Engenharia Comércio e Incorporações Ltda deverão ser entregues em 30 dias. Conforme o requerimento 148/2022, as autoridades estão sujeitas à responsabilidade em caso de recusa ou não atendimento no referido prazo sem adequada justificativa, como também, na prestação de informação falsa.

 

quarta-feira, 4 de maio de 2022

Prefeitura de Feira acusada de reajustar salário do funcionalismo por decreto, em vez de projeto de lei

 

O aumento de salário do funcionalismo público deve ser feito por meio de projeto de lei, enviado pelo Poder Executivo para aprovação dos vereadores, na Câmara Municipal. No entanto, a Prefeitura de Feira de Santana o fez por decreto, recentemente. A acusação está sendo feita pelo vereador Professor Ivamberg (PT). "O prefeito (Colbert Martins Filho) não pode conceder reajuste salarial do funcionalismo por decreto, isto é crime", afirmou o petista, em pronunciamento nesta quarta (4) na Tribuna do Legislativo. Servidores municipais, diz o vereador, encontram-se insatisfeitos com a postura do chefe do Poder Executivo, desde que assumiu o mandato. Segundo ele, as diversas categorias estão indignadas, "algumas com atraso de salários ou gratificações cortadas, professores municipais vítimas de violência, recebendo spray na cara, escolas abandonadas e com o quadro docente incompleto". Acrescentou às críticas contra o Governo Municipal a "operação pityocampa", do Ministério Público, que "acusou desvio de 100 milhões de reais da saúde", e, mais recentemente, descoberta de uma CPI do Legislativo sobre "pessoas pagas com dinheiro da saúde para trabalhar na Usina de Asfalto do Município". A população em geral, acredita, "deve estar arrependida por ter colocado a administração que aí está, sofrendo com o lixo nas ruas, pavimentação irregular, alagamentos das vias públicas por falta de esgotamento pluvial, todos pedem socorro a esta Casa". Ivamberg registrou a presença na Tribuna Livre da Câmara, esta quarta, de alunos do Colégio da Polícia Militar, que apresentaram à Casa uma pesquisa de campo, realizada por eles, que "aponta graves problemas estruturais da nossa cidade". Em defesa do deputado federal Zé Neto (PT), ironizado por seus oposicionistas na Câmara, por ter perdido a última eleição para prefeito, Ivamberg diz que ele não ganhou "porque não quis se render a falcatruas, distribuir cestas básicas no 2º turno, trazer Igor Canário para pedir voto, nem furou pneus de veículos durante as eleições, além de outras coisas, que não digo para evitar atentado contra minha vida".

 

Mães e responsáveis realizam manifestação para cobrar reforma de Escola Municipal no bairro Parque Getúlio Vargas


 

As mães e responsáveis de estudantes da Escola Municipal Dr. Nilton Bellas Vieira, localizada no bairro Parque Getúlio Vargas em Feira de Santana, realizaram uma manifestação no final da manhã desta quarta-feira (4), para cobrar a reforma que ainda não foi iniciada na unidade escolar.

Em entrevista ao Acorda Cidade, avó de dois estudantes, Jocelita Souza Ferreira, informou que após início da pandemia, a Secretaria de Educação informou que aproveitaria o período para realizar alguns reparos na escola, mas estes nunca foram feitos.

"Quando começou a pandemia, falaram que não iria ter aula. Tudo bem, voltamos para casa e os casos começaram a aumentar, tudo parou, não teve mais aula presencial em 2020 e disseram que iriam reformar a escola. Acontece que já se passaram dois anos e nada foi feito, abandonaram a escola e está aí entregue ao mato. Eu ainda lembro que ano passado, quando começou a ter aula de forma remota, eu vinha aqui, pegava as atividades e retornava para casa.", contou.

De acordo com Jocelita Souza, os estudantes não estão tendo aula na Escola Municipal Dr. Nilton Bellas Vieira.

"Os meninos ficaram todo este período sem ter aula e agora que as aulas foram retomadas, eles decidiram colocar os estudantes na Escola Amélia Dourado, que fica lá no SIM. O carro passa aqui na Dr. Nilton Bellas Vieira e leva todos os estudantes e depois traz de volta. Porém o que é que acontece? Algumas mães se atrasam e acabam perdendo o transporte, então voltam para casa ou arrumam uma forma de levar o filho até a outra escola. Todo dia está sendo esse transtorno, e se a gente for parar para analisar, a escola de lá do bairro SIM, está pior do que a Nilton Bellas Vieira, disseram que os vândalos estavam invadindo o local, roubando algumas coisas, e por isso, decidiram ativar a escola e levar os estudantes daqui, para lá", informou.

Jocelita Souza, ainda explicou que esteve na Secretaria de Educação, chegou a conversar com a secretária Anaci Bispo Paim, e foi nformada que a reforma seria iniciada em fevereiro deste ano.

"Eu estive lá na secretaria, cheguei a conversar com a secretária, ela me disse que estava no aguardo de uma verba de um vereador, para que o prefeito pudesse aprovar o início da obra, seria no início de fevereiro, mas até hoje, nada. Eu retornei à secretaria para entender o que estava acontecendo e já não fui mais atendida por ela, outra pessoa que me atendeu, e por isso que nós, mães e responsáveis, queremos que os nossos filhos, netos, voltem a estudar aqui na Escola Municipal Dr. Nilton Bellas Vieira", concluiu.

Fonte: Acorda Cidade

terça-feira, 3 de maio de 2022

Médicos da rede municipal de saúde, em Feira de Santana, estão com salário de março atrasado

 

Médicos que atuam em unidades de saúde da Prefeitura de Feira de Santana estão com o salário de março atrasado. É o que informa a vereadora Lu de Ronny (MDB). Em pronunciamento hoje (3) na Tribuna da Câmara, ela considerou o problema fruto de "descaso" do secretário Marcelo Britto, a quem cobrou uma solução. "Insensibilidade total, médico estar trabalhando sem receber. Saúde é algo muito importante para as nossas vidas", diz. Enfermeira de formação, ela questiona qual ânimo o profissional vai ter de exercer suas atividades sabendo que não será valorizado. "O que o secretário pensa? Ele não fez nada até agora", protesta.  Além do atraso de salário dos médicos, também haveria falta de remédios nos postos, segundo a vereadora. 

Ela lembra que, nos piores momentos da pandemia de Covid-19 em Feira, os profissionais de saúde  eram vistos como herois. "Hoje, mesmo com a doença atacando de forma mais branda, em razão da vacinação em massa, essas pessoas precisam continuar sendo reconhecidas, merecem respeito", reclama. Para Lu de Ronny, não há uma explicação para atraso de salário e falta de medicamentos, visto que a dotação orçamentária da pasta de saúde é elevada. "Que desculpa o secretário irá apresentar?". Ela chama a atenção da Comissão de Saúde da Câmara, através do seu presidente, vereador Professor Ivamberg (PT), para acompanhar de perto a situação.

CARTA ABERTA E MANIFESTAÇÃO

Atento ao discurso da colega, Ivamberg informou que a Comissão por ele comandada está atuando para buscar contribuir mais com as causas dos profissionais. Informou que circula uma carta aberta elaborada pelos servidores da Unidade de Pronto-Atendimento do bairro Queimadinha, onde há "sérios problemas". E nesta terça, na unidade de saúde do bairro Conceição, aconteceu uma manifestação da comunidade, pela manhã. O presidente do órgão legislativo diz que, com a CPI da Saúde, "entre outros absurdos", descobriu-se que a Prefeitura se utiliza de verba do Fundo Municipal de Saúde para pagar a servidor, "pasmem",  que trabalha na Usina de Asfalto. Também, que seria pago uma fortuna por uma planilha eletrônica terceirizada.

 

Polícia apreende 122 mil cigarros e medicamentos irregulares em Feira

 

Mais de 120 mil cigarros contrabandeados, além de centenas de medicamentos vendidos irregularmente para prática de aborto, disfunção erétil, estimulantes e analgésicos foram apreendidos por investigadores da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Feira de Santana, nesta terça-feira (3).

O material foi localizado durante buscas realizadas mediante mandado judicial. Parte da apreensão ocorreu em um imóvel, no bairro Muchila, enquanto os outros produtos estavam numa loja, no centro de um comércio popular da cidade.

O comerciante responsável pelo material foi autuado em flagrante por descaminho e falsificação, corrupção, adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. De acordo com o coordenador da 1ª Coorpin/Feira, delegado Roberto da Silva Leal, o suspeito já vinha sendo investigado pela Coordenadoria. 

Com essa ação conseguimos apreender medicamentos que circulariam de forma irregular e indiscriminada, como os abortivos e estimulantes sexuais”, pontuou Leal. As investigações devem prosseguir.

 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

MP abre processo de investigação sobre situação das escolas municipais em Feira

 

A 2ª Promotoria de Justiça do Ministério Público em Feira de Santana iniciou uma investigação sobre a situação das escolas em Feira de Santana, após pedido protocolado pela APLB, sindicato que representa os professores, no município.

De acordo com o promotor Audo Rodrigues, o processo de investigação visa coletar informações sobre a denúncia de falta de professores nas unidades, distribuição da merenda escolar e estrutura das escolas da rede municipal.

“Nós recebemos um documento da APLB e iniciamos um processo de investigação. Inicialmente, ficamos um pouco estarrecidos com o que foi informado, mas tivemos o cuidado de coletar em algumas escolas e verificamos de fato que estamos em um período de muita preocupação com a educação no município. Constatamos em algumas escolas que os dias letivos não estão sendo todos cumpridos durante a semana, por falta de professores. E constatamos que de fato tem poucos profissionais em algumas escolas, e isso faz com que nossa atenção esteja voltada a esse processo de investigação, para ver qual o caminho a seguir”, informou o promotor.

Segundo Audo Rodrigues, o MP visitou inicialmente quatro escolas e aplicou questionários, nestes locais, verificando a falta de professores. Nestas unidades, constatou-se que havia merenda, mas em alguns deles estavam faltando merendeiras para a elaboração da alimentação.

“Nós estivemos em contato com a Secretaria de Educação, tivemos uma audiência no MP, e tratamos dessas quatro escolas iniciais. Mas a demanda não pode simplesmente ser por amostragem. Na semana passada, disparamos um questionário para todos os diretores de escolas municipais, que têm um prazo para responder, e assim nós tenhamos um diagnóstico fechado e completo do que está acontecendo. É muito estranho que encerramos 2019 com todas as escolas tendo dias de aula normal e chegamos em 2022, após dois anos de pandemia, praticamente sem aulas, com escolas tendo essa situação”, argumentou.

O promotor de justiça destacou que recentemente foi realizado um curso para contratação de professores via Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), pois havia a impossibilidade do município de contratar professores efetivos, pelo número de professores já ocupantes de cargos públicos.


“E Reda foi objetivo, inclusive, de investigação dentro do MP, porém isso aí nos causou estranheza. Inicialmente, a resposta do município é que os professores do Reda, logo na primeira chamada, quase que 70% não apresentaram os documentos e não se interessaram na contratação. E segundo foi relatado, em algumas escolas, por conta da readequação da compensação da carga horária dos professores, alguns profissionais não estariam cumprindo ainda uma determinada carga horária que seria de obrigação ficar no prédio da unidade escolar. Nosso papel é investigar a fundo essa situação que está acontecendo, com esse diagnóstico completo, com a urgência que o caso reclama. Nesta investigação, não foi tratado sobre as condições de trabalho, mas sim falta de professores, merenda e escolas que estariam numa situação precária, quanto ao espaço físico. Neste aspecto, o município encaminhou toda uma planilha individualizada de todas as obras, inclusive com percentual de conclusão em cada unidade escolar.”

O promotor ponderou, no entanto, que a resposta a essa investigação não será rápida, uma vez que o tema é complexo.

“Por mais que tenhamos essa urgência necessária nessa apuração, o fechamento desta investigação, o sentar com o município, ou até mesmo qualquer ação judicial que necessite ser proposta, ela não tem uma coisa pronta, porque o caso não é tão simples assim. O município alega que teve um acréscimo considerável de alunos de 2019 para 2022. Essa é a alegação do município, que foi pego de surpresa nesse período de dois anos que ficou sem aula e que na forma virtual isso não se verificava. Mas eu discordo, porque há necessidade de um planejamento prévio, organização, prevendo essa situação que pudesse acontecer.”

Quanto ao pagamento das horas extras em folhas separadas, Audo Rodrigues esclareceu que isso não compete à 2ª Promotoria de Justiça. Está a cargo da 21ª Promotoria de Justiça, que é a promotoria de patrimônio público e moralidade administrativa.

Ele ressaltou que, no questionário enviado aos diretores, o MP está pedindo o gráfico de todos os professores existentes na unidade, se faltam professores, se está tendo aulas todos os dias e se não está o porquê. “Preciso que eles me encaminhem se tem merendeira na unidade, qual o nome da profissional, e que se o professor é de 20 ou 40 horas e se está cumprindo a carga horária que demanda daquela situação. São questões simples, dados objetivos, que podem ser logo encaminhados pela direção para a gente fechar um panorama da situação, e aí a gente parte para sentar com o município.”

Fonte: Acorda Cidade