A Secretaria Municipal de Saúde
(SMS), por meio do Centro de Combate às Endemias, iniciou nesta quarta-feira
(15) uma força-tarefa no bairro Queimadinha para intensificar o enfrentamento
ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Mais de 30 agentes de combate às
endemias, parte deles remanejada de outras áreas do município, atuam em duas
frentes de trabalho que permanecerão no bairro pelos próximos 20 dias. A meta é
visitar todos os imóveis, identificar e eliminar criadouros do mosquito e
ampliar as ações de prevenção junto aos moradores.
A Queimadinha e o Tomba, onde as
equipes concentraram as ações de bloqueio vetorial e visitas domiciliares no
último mês, estão entre as localidades que registram maior número de
notificações de arboviroses no município.
De acordo com a coordenadora do
Centro de Combate às Endemias, Priscila Soares, embora Feira de Santana
mantenha monitoramento permanente de todas as arboviroses, o cenário
epidemiológico deste ano chama atenção pelo aumento expressivo das notificações
de chikungunya.
Até o momento, Feira de Santana
contabiliza 313 notificações de chikungunya, das quais 201 já foram
confirmadas. No mesmo período de 2025, haviam sido registradas apenas 24
notificações e 15 confirmações. Ao longo de todo o ano passado, o município
encerrou com 35 casos notificados e 23 confirmados.
Em relação à dengue, entre
janeiro e 7 de julho deste ano, Feira notificou 1.373 casos suspeitos. Destes,
96 foram confirmados por exame laboratorial, 107 tiveram resultado inconclusivo
e os demais permanecem em investigação. No mesmo período de 2025, haviam sido
notificados 1.371 casos, com 143 confirmações. Ao longo de todo o ano passado
foram registrados 2.398 casos notificados e 204 confirmados.
“A concentração das equipes
permite ampliar a cobertura das visitas domiciliares e interromper a cadeia de
transmissão do mosquito nas áreas com maior número de notificações. Essa
força-tarefa tem como objetivo proteger a população, especialmente neste período
de maior ocorrência de chuvas”, destaca Priscila Soares.
O trabalho realizado pelas
equipes vai muito além da inspeção dos imóveis. Durante as visitas, os
profissionais orientam os moradores sobre medidas preventivas, identificam e
eliminam possíveis criadouros, aplicam o larvicida quando necessário e utilizam
bomba costal motorizada para o bloqueio químico em situações indicadas.
“O primeiro trabalho é
educativo. Os agentes orientam os moradores, verificam cada possível criadouro
e, quando necessário, aplicam o larvicida. Também reforçam que qualquer
recipiente pode acumular água e servir para a reprodução do mosquito, desde uma
tampa de garrafa até o bocal de uma caneta”, explica.
ATENÇÃO REDOBRADA
O agente de endemias Nelson
Rodrigues alerta que o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti é bastante
rápido. Em condições favoráveis, o mosquito leva de sete a dez dias entre a
postura dos ovos e a fase adulta. Além disso, os ovos podem permanecer viáveis
por mais de um ano e eclodir assim que entram em contato com a água.
Com a ocorrência de chuvas, a
atenção da população deve ser redobrada. “Mesmo precipitações de menor
intensidade favorecem o acúmulo de água em recipientes espalhados pelos
quintais. Em seguida, com a elevação da temperatura, o ambiente torna-se ainda
mais propício para a proliferação do mosquito”, ressalta.
O profissional da Saúde reforça
que a participação da população é indispensável para conter o avanço das
arboviroses. A orientação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular
água, manter caixas d’água devidamente vedadas, limpar calhas, descartar corretamente
pneus e outros materiais inservíveis e permitir o acesso dos agentes durante as
visitas domiciliares.
Fonte: SECOM



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