A produção agrícola de Feira de
Santana é majoritariamente orgânica, detalhe que agrega valor às culturas. Os
produtores não usam defensivos químicos nas suas plantações de feijão e milho,
ambas de ciclo de colheita curto, ou de mandioca e aipim, que têm prazos de
colheita mais longos.
O não uso de defensivos é um dos
diferenciais da agricultura de Feira, mesmo que ela tenha baixa participação na
formação do PIB (Produto Interno Bruto), visto que apenas parte do que se colhe
nas roças é vendida pelos produtores.
Esse tipo de produção tem ganho
médio superior a 30% em relação ao produzido com o uso de defensivos. Há,
portanto, maior lucro para os agricultores, desde que haja exposição do manejo
realizado nas propriedades. Como não há certificação, os preços não são tão
diferenciados das produções convencionais.
Os produtos produzidos sem que,
durante o manejo, sejam aplicados adubos químicos ou substâncias que os
protejam de pragas são mais valorizados no mercado por serem considerados
saudáveis para o consumo humano. Os defensivos podem turbinar a produção, mas
contaminam o solo.
As três culturas são as mais
plantadas na zona rural de Feira de Santana. Todas dependem de chuvas bem
distribuídas para que as colheitas atendam às expectativas. Parte da produção é
destinada ao consumo das famílias, e a outra é levada para o mercado.
Os produtores agrícolas da
região, em sua maioria, praticam a agricultura de subsistência. Plantam suas
roças com vistas ao consumo familiar ao longo do ano, inicialmente, e vendem o
excedente — não há produção exclusivamente direcionada à venda.
Daí a adoção de técnicas
ancestrais de controle de pragas, o uso de ferramentas consideradas arcaicas e
manejo tradicional para que as plantas se nutram sem a aplicação de insumos
químicos.
A mandioca é a única cultura que
gera vários subprodutos. Além da farinha, um dos produtos mais presentes nos
pratos dos brasileiros de todas as regiões, dela se extraem goma, tapioca,
bolos e beijus, além do uso das folhas na maniçoba, um prato típico.
Neste ano, a Prefeitura de Feira
de Santana, por meio da Secretaria de Agricultura, vai distribuir 140 toneladas
de sementes de feijão e 70 toneladas de sementes de milho, que serão plantadas
na safra de outono/inverno.
Se as condições climáticas forem
ideais para que o solo permaneça úmido e facilite o desenvolvimento das
plantações, com chuvas bem distribuídas ao longo das estações, a expectativa é
de altas produções para a próxima safra.






