Caminhando em silêncio, de forma
introspectiva, cantando ou rezando, milhares de católicos de Feira de Santana e
de várias cidades da região participaram da Caminhada do Perdão, realizada pela
12ª vez no município, na manhã deste domingo, 1º de março.
Foram várias as demonstrações de
fé cristã durante o trajeto, que começou no Santuário de Santo Antônio, na
Avenida Presidente Dutra, passou pelo Santuário Senhor dos Passos e foi
encerrado na Praça Padre Ovídio, onde o arcebispo dom Zanoni concedeu a bênção
final.
Trata-se de um evento religioso
repleto de significados, como fazer o percurso descalço ou ser um dos
carregadores da grande cruz, cujo espaço é disputado centímetro a centímetro
pelos fiéis. “Dê um toque na cruz”, gritou um homem para um jovem.
Dona Nilza Maria, que mora no
distrito de Tiquaruçu, rezou, de joelhos no asfalto, um dos cinco mistérios do
terço, diante da cruz, no cruzamento das avenidas Maria Quitéria e Presidente
Dutra. “Temos que ter não apenas fé, mas também sermos humildes e ajudar o
próximo.”
Dom Zanoni afirmou que a
Caminhada é uma peregrinação quaresmal, período que deve ser observado nos 40
dias que antecedem o Domingo de Páscoa. “São momentos de conversão, perdão e
oração.”
Pároco da Igreja de São José das
Itapororocas, padre Zorimar disse ser uma bênção participar da Caminhada do
Perdão. “O que se vê são demonstrações de fé e penitência durante todo o
percurso.”
O prefeito José Ronaldo afirmou
que a multidão, por si só, explica a importância do evento para a fé católica.
“Quando milhares de pessoas se unem em oração, em demonstração de fé, não há
como definir estas horas a não ser como uma grande bênção. A energia é muito
boa.”
Várias secretarias e
superintendências do município participaram ativamente da realização da
Caminhada. O prefeito José Ronaldo estava acompanhado dos secretários
municipais de Comunicação, Joilton Freitas; da Secel, Cristiano Lôbo; de
Agricultura, Silvaney Araújo; e do diretor-superintendente da SMT, Ricardo
Cunha.
A Caminhada do Perdão,
idealizada pelo arcebispo emérito de Feira de Santana, dom Itamar Vian, deixou
de ser realizada apenas nos anos de 2020 e 2021, os mais críticos da pandemia
de covid-19.
Fotos: Washington Nery

Nenhum comentário:
Postar um comentário