A expectativa do secretário da
Fazenda, Expedito Eloy, é de que o crescimento da arrecadação do IPTU (Imposto
Predial e Territorial Urbano) neste ano, em Feira de Santana, em relação a
2025, varie entre 15% e 20%. Ele avalia o resultado inicial como positivo.
Segundo o secretário, logo após
o encerramento do prazo para pagamento do tributo com desconto de 20% sobre o
valor devido, observou-se, em uma avaliação preliminar, um aumento de 10% no
montante arrecadado. Mas o total deverá crescer nos próximos meses, com a
entrada dos valores pagos de forma parcelada.
“Mas nem todo contribuinte está
em condições financeiras de pagar o IPTU em parcela única, mesmo com o generoso
desconto oferecido. Portanto, só teremos a situação real em dezembro, porque
muitos optaram pelo parcelamento”, disse o secretário.
O pagamento do IPTU, quase
sempre feito por pessoas físicas, funciona como um termômetro para avaliar o
humor dos moradores de uma cidade em relação à administração municipal. Quando
não estão satisfeitos, muitos atrasam a quitação do carnê ou simplesmente
deixam de pagá-lo.
Expedito Eloy afirmou que, neste
ano, como ocorreu em outras oportunidades, não foi possível prorrogar o prazo
do pagamento em cota única com desconto, encerrado em 30 de abril. “Não houve
fato que justificasse, perante os órgãos de fiscalização, essa decisão”,
explicou.
O secretário também elogiou o
trabalho realizado pelos Correios, que, faltando seis dias para o encerramento
do prazo, informaram que 96% dos carnês haviam sido entregues. “Mas existem
alguns problemas relacionados a endereços incorretos ou à recusa do morador em
receber o documento”, observou.
Outro ponto abordado pelo
secretário foi o atendimento prestado pelos servidores da Secretaria da Fazenda
no Ceaf. “Eles não pouparam esforços para que todas as dúvidas dos
contribuintes fossem esclarecidas”, destacou.
Como ocorre com toda a
arrecadação do município, 40% do montante arrecadado com o IPTU são destinados
a investimentos em Saúde e Educação — 15% e 25%, respectivamente.
Neste ano, não houve aumento
real nos valores dos tributos; foi aplicada apenas a reposição inflacionária do
período.
Fotos: Gabriel Calazans
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